terça-feira, 14 de junho de 2011

Uma Aula Diferente: Psicologia na Sala de Aula. Assistência Social de Beberibe realiza Oficinas de Cidadania para adolescentes da Escola Ana Facó


O objetivo do projeto é oferecer uma oportunidade de reflexão e orientação aos adolescentes de Beberibe, alguns deles não têm com quem conversar em casa, na família e precisam de apoio. Todos os temas dos debates são sugeridos pelos próprios alunos, são eles que fazem o debate. Eu estou lá pra facilitar a discussão. Às vezes falo muito (kkkk), às vezes bem pouco. Gosto de ouvir as opiniões dos adolescentes e também vê-los refletirem sobre as opiniões dos colegas. Quando eu era aluno, adorava quando um dos professores dedicava uma aula pra conversar com a turma sobre temas variados relacionados com a juventude, ou seja, orientação na escolha da profissão, drogas, sexualidade, relacionamento com a família, as muitas formas de violência, etc.
No 1º mês do Projeto 426 adolescentes de vários distritos estiveram nesses debates. Foram 11 oficinas sendo que 242 adolescentes (mais de 50%) já eram beneficiados pela Assistência Social através do Programa Bolsa Família ou pelo Benefício da Prestação Continuada – BPC.
Esse é um projeto da Secretaria de Assistência Social e Cidadania – SASC, através do CRAS, onde trabalho, em parceria com a Escola Ana Facó. Gostaria mesmo de agradecer ao Secretário Manoel Soares (SASC) pelo incentivo em trabalhar em parceria com outras Políticas Públicas, e também ao Diretor Jaílson por manter a Escola aberta ao diálogo com outras Secretarias. Parabéns pelo trabalho de vocês.
Agradeço de coração, aos alunos e professores que tem me recebido muito bem. Em especial, fico grato ao prof. Alan que tem sido um grande parceiro neste projeto.
Para finalizar vou citar e parafrasear o que uma aluna disse (vou ficar devendo o nome dela) e que gostei muito. Falando sobre pré-conceito e religião, a aluna disse que acreditava que as religiões estavam pra abençoar as pessoas, e não para julgá-las. Da mesma forma nós educadores precisamos nos dedicar para educar sem distinção, a todos que necessitam.
Luis Madeira
Psicólogo CRP 11/03256
CRAS Litoral
3338 1296


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Novidade no blog: você participando de forma ativa em nosso fórum


O blog foco na educação veem ganhando destaque importante entre os jovens e todos que gostam do tema educação. Para que você amigo leitor possa participar de forma mais ativa construímos um fórum, onde você pode participar com sua opinião e debater sobre a opinião de várias outras pessoas. Acesse a página fórum ao lado e participe.
O fórum pergunta como podemos melhorar a educação de nossa cidade, para tanto é importante refletirmos sobre nossas deficiências e procurarmos forma de minimizar as problemáticas que nos deixam ilhados em nosso egoísmo impossibilitando nossa união de força. Pois acredito que nosso primeiro passa na busca de uma melhoria educacional é a participação, a união, reivindicação de nossos alunos e professores.

domingo, 12 de junho de 2011

A escola como laboratório de alienação humana

Caro amigo, é notório o quanto o título deste texto é forte e talvez pareça injusto, pois acreditamos que a escola deveria ser a instituição que colaborasse com a recuperação da ordem social, e aos professores caberia a função da construção da moral, da reflexão e da visão crítica ate então ausente na sociedade. E se não é isso que a escola ensina o que nossos alunos estão realmente aprendendo na escola? A quem caberá esta função senão apropria escola?
Pois bem, se olharmos com uma óptica mais apurada para o modelo educacional atual, encontraremos coisas que doe na alma de qualquer educador de bom senso. A escola ensina tudo que é preciso para manter um sistema, para manter no poder quem está no poder, às aulas são péssimas e se os alunos não dão atenção dizem que é por que eles não querem aprender. Eu discordo. Na verdade vejo que os alunos não dão atenção às aulas por não quererem ensinar, por não quererem transformar e sim manter.
Manter o sistema é a prioridade de quem está no poder. A educação desde que se tornou estatal subverte os valores de uso em valor de troca, e assim, junto à mão-de-obra do educador é comprada a moral, a ética e a vergonha de vários “profissionais” da educação que se omitem e não tem coragem de ir contra o sistema, mesmo sabendo que esta é uma forma de alienação de nossa criança e jovens. É por isso que a educação do nosso país é um fracasso.
Mesmo quando a educação de “qualidade” é comprada o que chamamos de escola particular, esta educação é laboratorial, ou seja, a pessoa aprende a ciência. E os valores; não são importantes? Talvez seja, pois isso que é tão comum encontrarmos médicos que priorizam o cafezinho em vez do paciente. Formamos um profissional sem valores éticos.
Se eu pudesse gritar para todos os jovens ouvir, pediria que aprendêssemos a subverter os valores, que buscássemos a transformação. Pois o que precisamos é de pessoas que transforme e não que mantenha. Cabe a nós olharmos com mais desconfiança para tudo que parece está tão certo. Que comecemos pela sala de aula, pois lá é o lugar de conquista e mudança da reflexão e do pensamento.
Valdeci Sousa

quarta-feira, 8 de junho de 2011

O ensino direcionado sem chance para a reflexão


Caro amigo leitor estes dias esteve muito atarefado com inúmeras atividades escolares e trabalhistas. Peço-lhe desculpas por ter deixado que fatores pessoais citados, tenham me arrancado o tempo de forma a não poder compartilhar com você novos pensamentos. Mas, mesmo diante da correria não posso deixar passar este momento que tanto tenho observado em meu dia-a-dia nas escolas e outros lugares educacionais que frequento.

As olimpíadas brasileira de matemática se aproximam e teoricamente é um belíssimo evento para as escolas e uma ótima oportunidade para nossos alunos refletirem sobre seus conhecimentos em tal disciplina. É muito comum vermos neste período escolas trabalharem está disciplina de forma prioritária, alunos e professores são “obrigados” pelo sistema gestor a enfrentar uma correria, a fim de preparar o aluno para fazer um prova que o colocará em destaque caso tire uma boa nota. Coloco aqui alguns questionamentos que tanto me perturbam:

Por que dar tanta prioridade a está disciplina? Ate onde eu sei, ela já é trabalhada seis haras semanais. Enquanto filosofia, por exemplo, é trabalhada uma hora semanal. Será que aprender a resolver equações é mais importante que aprender a refletir? Por que às seis horas semanais já trabalhas na escola não são suficientes? Qual o real objetivo de tamanha prioridade nesta disciplina? Para não colocar minha visão como a verdade (quem sou eu) prefiro deixar que o leito faça a reflexão, ação essa que considero primogênita para o processo educacional.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A luta contra a ditadura perversa os professores.


Nesta quinta-feira, 31/05/2011, o jornal diário do nordeste publicou a seguinte matéria: REAJUSTE DE PROFESSORES DESCARTADO POR CIALDINI. E trás o seguinte: Segundo secretário de Finanças foi repassado para a SME cerca de R$ 118 milhões além do orçamento.

A Prefeitura de Fortaleza está impossibilitada de dar o reajuste que os servidores da Educação estão querendo. Pelo menos foi o que informou o secretário de Finanças do Município, Alexandre Cialdini, ontem, durante audiência pública na Câmara Municipal, onde apresentou Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RRE) e o Relatório de Gestão Fiscal (RGF), conforme estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal.

Há mais de um mês os professores da rede de ensino do Município estão em greve, pois querem que o Executivo reajuste o salário da categoria referente ao que foi estipulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O Supremo confirmou a validade de lei de 2008, sancionada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fixando um piso salarial nacional para os professores da Educação Básica.

Alexandre Cialdini afirma que mais de 74% do que é destinado pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) é repassado somente para o pagamento dos salários dos professores, e que isso está bem acima dos 60% assegurados pelo Fundo para ser gasto com os profissionais do setor.

De acordo com o secretário, atualmente, a Prefeitura de Fortaleza gasta 42% com pessoal, o que segundo ele, está acima de muitas capitais brasileiras. Conforme informou, com o reajuste proposto pela Prefeitura a ser votado hoje, a receita líquida total do Município passará para 44%, gasta apenas como pagamento dos servidores.

"O orçamento para a Educação é complexo, pois houve um processo de municipalização do setor, e os recursos que detemos não dá pra arcar com todas as despesas que foram surgindo. Nós já estamos comprometendo, praticamente, 74% dos recursos do Fundeb somente para isso", salientou Cialdini.

De acordo com o secretário, foram repassados para a Secretaria Municipal de Educação (SME) cerca de R$ 118 milhões a mais do orçamento. "No âmbito das metas fiscais estamos fazendo acima dos indicadores", confirmou.

Desta forma, fui acessar o portal do TCM-CE, e pude constatar que destinada à educação de Fortaleza não há destinados 118 milhões de reais, mas 839.055.411,00, ou seja, o que fora dito na reportagem não chega nem a 15% do valor declarado no EGRÉGIO TRIBUNAL. daí pergunta-se: onde está este dinheiro???

E segundo o próprio CIALDINI, o que dá mais revolta é seguinte enunciado, também retirado da matéria do DN: "Conforme informou, atualmente, se gasta em média com Educação cerca de 28% do orçamento Municipal, quando esta porcentagem deveria ser de apenas 25%. Os gastos com a Saúde são em média, 27% do orçamento Municipal, e segundo Alexandre Cialdini, deveria ser somente de 15%"

Ou ele está brincando, ou, como bem disse Amanda Gurgel: "ninguém tem propriedade para falar da situação da educação senão os próprios professores, os "redentores" da nação". Não há senso de realidade, onde já se viu??? Se tá do jeito que tá, imaginem se ajustarem de acordo com o que "deveria ser"?
Fabiano Rocha.